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Dossiê da 1.Bundesliga: o guia da temporada 2016/2017

A bola já está rolando para a 2.Bundesliga, 3.Liga, Regionalligas, Oberligas e nessa sexta-feira é a vez da 1.Bundesliga dar início a sua temporada 2016/2017. Para que você que acompanha o Endspiel e é apaixonado pelo futebol alemão, preparamos um dossiê da elite do futebol alemão com as principais informações sobre os times que disputam o torneio esse ano.

O nosso guia segue uma estrutura simples, com uma relação de quem saiu e dos reforços do time para a temporada. Elegemos a maior perda, que pode não ser o mais caro, mas certamente o que fará mais falta ao time, e o melhor reforço, que é aquele cara que pode ser tratado como uma contratação certeira.

Te contamos também qual é o jovem talento que merece atenção; alguns são bem conhecidos e com passagem até por Seleção Alemão, mas outros estão ainda surgindo para o grande público. O jogador chave não é exatamente a grande estrela; o que apontamos para você é aquele jogador que terá um papel determinante para o sucesso (ou não) de sua equipe.

Para fechar a análise de cada clube te falamos qual é o time base, informação muito útil para que você possa montar sua equipe no Fantasy da Bundesliga, e quais são as expectativas de cada clube para o principal torneio do futebol alemão.

Confira abaixo nossa análise de como os times chegam para a temporada. Compartilhe com os amigos e aproveite porque a jornada de futebol alemão está apenas começando.

Augsburg

Última temporada. 12º.

Técnico. Dirk Schuster (48).

Saíram. Alexander Manninger (goleiro), Yannik Oettl (goleiro), Ragnar Klavan (zagueiro), Jeong-Ho Hong (zagueiro), Maik Uhde (volante), Tobias Werner (meia), Piotr Trochowski (meia), Sascha Mölders (atacante) e Nikola Djurdjic (atacante).

Chegaram. Andreas Luthe (goleiro), Marvin Friedrich (zagueiro), Georg Teigl (lateral-direito), Gojko Kacar (volante), Takashi Usami (meia) e Alfred Finnbogason (atacante).

Maior perda. Tobias Werner já está com 31 anos, mas ainda era uma opção interessante para o time. O carequinha de perna esquerda calibrada estava no clube desde 2008 e optou pela transferência para o Stuttgart, por um novo desafio.

Melhor reforço. A verdade é que com a manutenção da base das temporadas passadas o Augsburg não precisou de muitos grandes reforços. O destaque talvez fique por conta de Gojko Kacar, que está longe de ser um craque de bola mas é forte na marcação e encaixa no estilo de jogo do time. Pontual.

Jovem talento. Convocado para os Jogos Olímpicos, o lateral-esquerdo Philipp Max merece atenção redobrada. Chegou do Karlsruher no início da temporada passada e impressionou. Considerando que a posição é uma das carências da Alemanha, se continuar evoluindo num ritmo alto pode pintar até nas convocações de Joachim Löw em breve.

Jogador chave. Raúl Bobadilla não é craque, mas sempre deixa tudo que tem em campo. Mesmo não sendo um atacante de muito brilho ou de grandes recursos técnicos, é muito importante para o time pela sua dedicação e capacidade de aparecer em momentos difíceis. Pode fazer a diferença.

Time base. Hitz; Verhaegh, Callsen-Bracker, Gouweleeuw, Max; Baier, Kohr; Bobadilla, Koo, Caiuby; Finnbogason.

Expectativa. A saída de Weinzierl complica o clube, pois Schuster está em um patamar abaixo do antigo treinador. O elenco é razoável e a base mantida pelo ex-técnico será muito útil, mas não dá pra enxergar o time supreendendo novamente. Deve ficar na metade de baixo da tabela.

Bayer Leverkusen

Última temporada. 3º.

Técnico. Roger Schmidt (49).

Saíram. Dario Kresic (goleiro), David Yelldell (goleiro), Malcolm Cacutalua (zagueiro), Sebastian Boenisch (lateral-esquerdo), Christoph Kramer (volante) e Maximilian Wagener (meia).

Chegaram. Ramazan Özcan (goleiro), Danny da Costa (lateral-direito), Julian Baumgartlinger (volante), Sam Schreck (meia) e Kevin Volland (atacante).

Maior perda. A exemplo de outros clubes, o Bayer Leverkusen não teve nenhuma perda significativa. Se alguma ausência pode ser sentida talvez é a de Kramer, bom volante que foi para o M’gladbach. Ainda assim o clube trouxe Baumgartlinger para seu lugar, que caso se adapte bem é um upgrade.

Melhor reforço. Não há muitas dúvidas quanto ao fato de que Kevin Volland é quem merece todas as atenções. Desejado por diversas equipes, o atacante enfim deixou o Hoffenheim e foi atraído pelo Leverkusen. O setor ofensivo werkself é muito rico de opções, isso é verdade, mas um prato de comida e um atacante do nível de Volland são coisas que não se deve negar.

Jovem talento. Como dito acima, o setor ofensivo do Leverkusen conta com uma vasta lista de opções, e mesmo assim Brandt tem qualidade para aparecer. O jovem foi pouco utilizado na última temporada, mas na reta final da Bundesliga parece ter convencido o técnico Schmidt nas chances que recebeu. É um talento que não pode ser desperdiçado na reserva.

Jogador chave. Kevin Kampl assumiu uma responsabilidade inesperada no clube. Destaque do RB Salzburg, decepcionou no Borussia Dortmund e chegou em altíssimo nível ao Leverkusen. Çalhanoglu é a estrela e talvez o mais famoso do time, mas o ponto de equilíbrio deve ser Kampl, e por isso ele é a chave para o sucesso do clube.

Time base. Leno; Jedvaj, Tah, Toprak, Wendell; Bellarabi, Baumgartlinger, Kampl, Çalhanoglu; Volland e Chicharito.

Expectativa. Mais uma vez deve perseguir Bayern de Munique e Borussia Dortmund na distância que for possível. A defesa é a mesma que causou problemas nas últimas temporadas, por isso a Champions é o voo mais alto que esse elenco pode alçar.

Bayern de Munique

Última temporada. 1º.

Técnico. Carlo Ancelotti (57).

Saíram. Ivan Lucic (goleiro), Serdar Tasci (zagueiro), Medhi Benatia (zagueiro), Sebastian Rode (volante), Pierre-Emile Höjbjerg (meia) e Mario Götze (meia).

Chegaram. Mats Hummels (zagueiro) e Renato Sanches (meia).

Maior perda. Entre chegadas e partidas, o Bayern de Munique se movimentou pouco nessa janela de transferências. A saída de Mario Götze talvez possa ser lamentada porque ele não cumpriu as expectativas sob o comando de Guardiola e com Ancelotti poderia atingir seu potencial, mas é no máximo uma decepção. Não houve nenhuma grande perda.

Melhor reforço. Mats Hummels chega para formar a melhor defesa do mundo e reforçar o entrosamento que é base para a Seleção Alemã. Ao lado de Boateng deve fazer uma dupla de zaga histórica e de um nível poucas vezes antes visto. De quebra o time conta ainda com Neuer no gol, Lahm na direita e Alaba na esquerda. Se Ancelotti tiver problemas com a defesa é para demissão por justa causa.

Jovem talento. Kimmich jogou na zaga, na lateral e onde mais Guardiola quis na última temporada, foi bem e impressionou também na Eurocopa. Começa a temporada com muita moral e deve ter ainda mais espaço para mostrar seu bom futebol, seja no meio-campo ou em outra posição.

Jogador chave. A reta final da última temporada de Arturo Vidal foi impressionante. Quando todo o time vivia uma curva descendente de rendimento nos últimos meses de Pep, o chileno voava em campo e mostrava finalmente ter se adaptado ao clube. Começa a temporada com gol na Supercopa e deve ser vital no estilo de jogo mais marcador implementado pelo Mister Carlo.

Time base. Neuer; Lahm, Boateng, Hummels, Alaba; Müller (Robben), Alonso, Thiago (Sanches), Vidal, Ribéry; Lewandowski.

Expectativa. RebaixamOPS. Claro que a única meta possível para o Bayern de Munique é o primeiro lugar. No entanto o time não deve ter vida fácil; na última temporada a disputa já foi apertadíssima e agora o Borussia Dortmund vem reforçado para enfim tirar a meisterschale do clube de Munique. Teremos mais uma acirrada disputa pela frente.

Borussia Dortmund

Última temporada. 2º.

Técnico. Thomas Tuchel (42).

Saíram. Mats Hummels (zagueiro), Moritz Leitner (meia), Jakub Blaszczykowski (meia), Ilkay Gündogan (meia) e Henrikh Mkhitaryan (meia).

Chegaram. Marc Bartra (zagueiro), Raphaël Guerreiro (lateral-esquerdo), Mikel Merino (volante), Sebastian Rode (volante), Emre Mor (meia), Ousmane Dembélé (meia), Mario Götze (meia) e André Schürrle (atacante).

Maior perda. Eleito jogador do ano, Mkhitaryan consegue ganhar de Hummels e Gündogan nessa disputa acirrada pelo posto de maior perda. O Borussia Dortmund fica sem o jogador que mais contribuiu para gols na última temporada e terá a aposta em Götze para sofrer menos os danos da saída do armênio. Alto risco.

Melhor reforço. A janela de transferências do Borussia Dortmund foi estrelada, mas quietinho Raphaël Guerreiro merece muita atenção. Lateral-esquerdo de origem, pode jogar como meia-central ou aberto pela esquerda e tem muita qualidade técnica. A canhotinha calibrada ainda aparece em cobranças de falta. Olho no garoto.

Jovem talento. Felix Passlack pede passagem. O jogador foi promovido na última temporada e ganhou chances nas mais diversas posições, mas a lesão de Durm e idade avançada de Piszczek podem ser uma grande oportunidade. Será o reserva imediato da lateral-direita e deve evoluir muito nessa temporada.

Jogador chave. O gabonês Aubameyang será vital nessa temporada. Primeiro porque Reus começa a temporada lesionado, e com as saídas de Hummels, Gündogan e Mkhitaryan, é a única estrela remanescente em campo. Precisa assumir esse protagonismo e ser o cara do time mais uma vez. A disputa com Lewandowski pela artilharia é novamente um grande atrativo.

Time base. Bürki; Piszczek, Sokratis (Bender), Bartra, Schmelzer; Castro (Rode), Weigl; Schürrle (Dembélé), Götze, Reus; Aubameyang.

Expectativa. Querendo ou não, a troca de comando no Bayern de Munique dá uma chance ao Dortmund começar o campeonato mais inteiro – apesar da derrota na Supercopa. Esse é o ano para que Tuchel e cia. consigam vencer a Bundesliga, algo que um rendimento próximo ao da última temporada pode ser o suficiente para garantir. O título é uma realidade.

Borussia Mönchengladbach

Última temporada. 4º.

Técnico. André Schubert (45).

Saíram. Roel Brouwers (zagueiro), Martin Stranzl (zagueiro), Havard Nordtveit (volante), Granit Xhaka (volante), Marlon Ritter (meia) e Branimir Hrgota (meia).

Chegaram. Mamadou Doucouré (zagueiro), Jannik Vestergaard (zagueiro), Tobias Strobl (volante), Christoph Kramer (volante) e Lászlo Bénes (meia).

Maior perda. Concordem ou não, Xhaka não era nenhum pilar para o meio-campo do time. Mesmo assim é um grande desfalque, porque o time se acostumou a jogar com seu estilo. Kramer é boa reposição, talvez até melhor para o estilo do M’gladbach, mas a adaptação precisa ser cuidadosa. Granit aliás foi uma excelente venda, saindo por 45 milhões de euros. Não dava pra segurá-lo.

Melhor reforço. O M’gladbach investiu alto para poder contar com o zagueiro Vestergaard. Alto e muito forte na bola aérea, trocou o Werder Bremen pelo Borussia porque cansou de fazer parte de campanhas medíocres e também porque tem bola para ir muito mais longe. Vai fazer uma dupla de zaga danesa e danada com Christensen.

Jovem talento. Dahoud se destacou muito na última temporada a partir do momento que Schubert assumiu o comando da equipe. A saída de Xhaka e readaptação de Kramer dão brechas para que o meia assuma certo protagonismo, e ele tem capacidade para isso.

Jogador chave. Vai temporada, vem temporada e o brasileiro Raffael segue se destacando. Ele não cansa de fazer golaços e com boas atuações mostra que aos 31 anos ainda está no ponto alto de sua forma física e técnica. Indispensável para o sucesso do time.

Time base. Sommer; Elvedi (Jantschke), Vestergaard, Christensen; Traoré (Korb), Dahoud, Kramer, Wendt; Stindl; Raffael e Hazard (Hahn).

Expectativa. Como sempre o Borussia Mönchengladbach deve ficar naquele miolo entre as zonas de Champions e Europa League durante toda a temporada. Sem grandes estrelas, sempre começa a temporada como quem não quer nada e quando chega maio está lá em cima. Isso deve se repetir.

Darmstadt

Última temporada. 14º.

Técnico. Norbert Meier (57).

Saíram. Christian Mathenia (goleiro), Lukasz Zaluska (goleiro), Noel Wembacker (zagueiro), Slobodan Rajkovic (zagueiro), Nick Volk (lateral-direito), Jan Finger (volante), Konstantin Rausch (meia), Milan Ivana (meia), Tobias Kempe (meia), Ali Kazimi (meia), Marco Sailer (atacante) e Sandro Wagner (atacante).

Chegaram. Igor Berezovsky (goleiro), Daniel Heuer Fernandes (goleiro), Michael Esser (goleiro), Aleksander Milosevic (zagueiro), Immanuel Höhn (zagueiro), Artem Fedetsky (lateral-direito), Laszló Kleinheisler (meia), Denys Oliynyk (meia), Antonio Colak (atacante), Sven Schipplock (atacante) e Victor Obinna (atacante).

Maior perda. Sandro Wagner vai fazer muita falta. O atacante saiu do Darmstadt rumo ao Hoffenheim e deixa o time órfão de um herói. Foi essencial nas vitórias inesperadas dentro e fora da casa na última temporada.

Melhor reforço. O meia húngaro Kleinheisler chega por empréstimo de forma inusitada. Era esperado que fosse um dos bons nomes do Werder nessa temporada, mas o clube preferiu repassá-lo. Sorte do Darmstadt, que ganha um ótimo reforço para o meio-campo, que precisava de mais qualidade. Deixou boa impressão na última EURO.

Jovem talento. Emprestado pelo Schalke, o atacante Felix Platte é uma boa opção para Norbert Meier. Foi artilheiro das competições de base que disputou e se trata de mais uma alternativa para tentar suprir a perda de Sandro Wagner. Schipplock é a primeira opção, mas Platte pode ganhar espaço no decorrer do campeonato.

Jogador chave. Jérôme Gondorf é o xerife do meio-campo. Em um time que marca muito e depende de uma defesa sólida, o volante é extremamente necessário para a organização do time. Era desejado por Hamburgo e Hertha, mas o Darmstadt conseguiu segurá-lo. Bola dentro.

Time base. Esser; Fedetsky, Sulu, Gorka, Holland (Díaz); Sirigu, Niemeyer, Gondorf, Heller; Vrancic (Kleinheisler); Schipplock.

Expectativa. Não dá pra esperar muito do Darmstadt, mas na última temporada conseguiu fazer um campeonato decente. Mais uma vez larga na luta contra o rebaixamento e depende de um novo herói como Wagner para se salvar.

Eintracht Frankfurt

Última temporada. 16º.

Técnico. Niko Kovac (44).

Saíram. Yannick Zumack (goleiro), Emil Balayev (goleiro), Carlos Zambrano (zagueiro), Aleksandar Ignjovski (lateral-direito), Constant Djakpa (lateral-esquerdo), Sonny Kittel (meia), Anis Ben-Hatira (meia), Stefan Aigner (meia) e Luca Waldschmidt (atacante).

Chegaram. Michael Hector (zagueiro), Jesús Vallejo (zagueiro), Guillermo Varela (lateral-direito), Taleb Tawatha (lateral-esquerdo), Omar Mascarell (volante), Danny Blum (meia), Ante Rebic (atacante) e Branimir Hrgota (atacante).

Maior perda. Não é de nenhum jogador que saiu do clube que o Frankfurt sentirá falta. Marc Stendera rompeu o ligamento do joelho no finalzinho da última temporada e volta aos gramados apenas em 2017. O playmaker é um dos melhores do elenco e o clube não tem um substituto para ele com as mesmas características.

Melhor reforço. O croata Rebic chega para dar mais opções a um setor ofensivo que carece de qualidade. Podendo atuar tanto na linha do meio, quanto mais adiantado, o atleta vem por empréstimo da Fiorentina e tem tudo para conquistar um lugar cativo no onze inicial de Kovac.

Jovem talento. Yanni Regäsel não deve começar a temporada como titular, mas aí é problema de Niko Kovac. O bom lateral-direito foi destaque na campanha do título do Eintracht na Pokal U19 e merece uma vaguinha nesse time, que já é fraco e não tem muito a perder dando uma chance ao garoto. Apesar de ter apenas 1,76m também atua na zaga.

Jogador chave. O sempre certeiro Alexander Meier é mais uma vez o dono da time. Alex começou a última temporada lesionado e mesmo assim conseguiu ser importante para evitar o rebaixamento direto. Fé no pai.

Time base. Hradecky; Chandler, Russ, Abraham, Oczipka; Huszti, Hasebe; Rebic, Fabián, Gacinovic; Meier.

Expectativa. O time era fraco na última temporada e com justiça ficou na parte de baixo da classificação. Sem bons reforços, é difícil imaginar que disputará algo diferente. Briga contra o rebaixamento.

Freiburg

Última temporada. 1º (2.Bundesliga).

Técnico. Christian Streich (53).

Saíram. Zach Steffen (goleiro), Konstantin Fuhry (goleiro), Christopher Jullien (zagueiro), Stefan Mitrovic (zagueiro), Immanuel Höhn (zagueiro), Vegar Eggen Hedenstad (lateral-direito), Marco Hingerl (meia) e Tim Kleindiest (atacante).

Chegaram. Rafal Gikiewicz (goleiro), Manuel Gulde (zagueiro), Caglar Söyüncü (zagueiro), Aleksandar Ignjovski (lateral-direito), Jonas Meffert (volante), Onur Bulut (meia) e Janik Haberer (meia).

Maior perda. O acesso permitiu que a equipe mantivesse seus principais jogadores, mas a saída de Immanuel Höhn pode ser lamentada. O bom zagueiro trocou o Freiburg pelo Darmstadt e, ainda que o clube tenha contratado boas reposições, perde um importante jogador de revezamento.

Melhor reforço. Ignjovski dá solidez ao setor defensivo. Não é muito técnico, mas é versátil e pode jogar também no meio-campo. É o melhor reforço porque dá opções ao time, mas a grande verdade é que o Freiburg poderia ter feito uma janela melhor.

Jovem talento. Marc-Oliver Kempf é o garoto que merece muita atenção. Titular, se firmou na equipe há algum tempo, mas de volta à elite tem tudo para ganhar ainda mais destaque. Se mantiver as boas exibições, será difícil para o Freiburg mantê-lo por muito tempo.

Jogador chave. O artilheiro Nils Petersen será fundamental para o Freiburg em mais uma temporada. O time é fraco e vai precisar muito do atacante, que é forte na bola aérea e tem muito faro de gol.

Time base. Schwolow; Mujdza, Torrejón, Kempf, Günter; Frantz, Abrashi, Höfler, Grifo; Philipp e Petersen.

Expectativa. O fato do time ser praticamente o mesmo que passeou na última 2.Bundesliga poderia ser bom, mas não é. Faltou ao Freiburg melhorar o elenco para estar a altura da primeira divisão. Deve brigar contra o rebaixamento.

Hamburgo

Última temporada. 10º.

Técnico. Bruno Labbadia (50).

Saíram. Jaroslav Drobny (goleiro), Gojko Kacar (volante), Matti Steinmann (meia), Ivo Ilicevic (meia), Philipp Müller (meia), Zoltán Stieber (meia), Kerem Demirbay (meia), Batuhan Altintas (atacante), Sven Schipplock (atacante), Artjoms Rudnevs (atacante) e Ivica Olic (atacante).

Chegaram. Christian Mathenia (goleiro), Alen Halilovic (meia), Filip Kostic (meia), Bobby Wood (atacante) e Luca Waldschmidt (atacante).

Maior perda. Nenhum dos jogadores que deixou o clube representa uma perda significativa para o clube. Mas se alguma saída merece ser lamentada é a de Kerem Demirbay. O bom meio-campista saiu barato para o Hoffenheim sem que pudesse receber muitas chances.

Melhor reforço. O clube travou uma verdadeira batalha com o Wolfsburg pela contratação de Kostic, destaque do rebaixado Stuttgart. Conseguir o ponta sérvio foi um grande negócio e que deve ajudar muito o time. Pra quem teve Ilicevic nas últimas temporadas, Kostic é rei.

Jovem talento. Pretendido por muitos clubes, Halilovic supreendeu ao escolher o Hamburgo como destino. Pelo que mostrou na base e principalmente na última temporada pelo Gijón, tem muito a acrescenter ao carente setor de criação do HSV. Não será surpresa se causar impacto imediato.

Jogador chave. Depois de altos e baixos o meia Lewis Holtby se acertou no norte da Alemanha. O meia armador virou um jogador que atua mais recuado, cuidando da saída de jogo do time e de maior consciência tática. Não é mais talentoso, mas sem dúvidas um dos mais importantes do time de Labbadia.

Time base. Adler (Mathenia); Sakai, Djourou, Spahic, Ostrzolek; Holtby, Ekdal; Halilovic, Hunt (Gregoritsch), Kostic; Wood.

Expectativa. Depois de enfrentar o fantasma do rebaixamento por consecutivos anos, o Hamburgo conseguiu sossego na temporada passada. Com bons reforços e menos pressão é bem possível que o time volte a figurar na metade de cima da classificação, quem sabe até mesmo voltando a se classificar para a Europa League.

Hertha Berlin

Última temporada. 7º.

Técnico. Pál Dárdai (40).

Saíram. Sascha Burchert (goleiro), Johannes van den Bergh (lateral-esquerdo), Hajime Hosogai (volante), Tolga Cigerci (meia) e Roy Beerens (meia).

Chegaram. Allan (volante), Ondrej Duda (meia) e Vedad Ibisevic (atacante).

Maior perda. O Hertha Berlin tem o privilégio de poder dizer que não perdeu nenhum jogador importante. Os que saíram eram reservas pouco utilizados. O mais útil deles, Cigerci, rendeu 3 milhões de euros. Pelo menos disso o time não pode reclamar.

Melhor reforço. Ibisevic foi comprado agora, mas já jogou a última temporada por empréstimo no clube. Sempre listado entre os melhores prospectos da Europa, Duda disputou a última EURO pela Eslováquia e chega para melhorar o meio-campo do Hertha. É exagero dizer que o jovem de 21 anos é um craque pronto, mas mostra cliques de talento que indicam um futuro brilhante.

Jovem talento. Mitchell Weiser é novamente o jogador jovem que deve atrair todas as atenções. O ex-bávaro pode jogar tanto na lateral, quanto como meia aberto pela direita e essa versatilidade é bem aproveitada no elenco reduzido do Hertha Berlin. Se Mitch mantiver o nível da temporada passada, a Seleção Alemã é logo ali.

Jogador chave. Vladimir Darida chegou na temporada passada para ser mais uma opção no meio-campo, mas seu impacto foi imediato. O bom rendimento do Hertha no começo do campeonato foi graças às atuações de ouro do meio-campista. Em contrapartida, quando se lesionou no início do returno o rendimento da equipe caiu bastante. Ele é o cara de Berlim.

Time base. Kraft; Pekarik (Haraguchi), Brooks, Langkamp, Plattenhardt; Skjelbred, Lustenberger; Weiser, Darida, Kalou; Ibisevic.

Expectativa. Não dá para imaginar o Hertha Berlin dando a mesma sorte da temporada passada, que permitiu que o time até sonhasse com Champions League. Agora até a Europa League é um tanto quanto improvável. Meio de tabela é a realidade.

Hoffenheim

Última temporada. 15º.

Técnico. Julian Nagelsmann (29).

Saíram. Jens Grahl (goleiro), Christoph Martschinko (lateral-esquerdo), Tobias Strobl (volante), Janik Haberer (meia), Kai Herdling (meia), Kevin Kuraniy (atacante), Antonio Colak (atacante), Joelinton (atacante) e Kevin Volland (atacante).

Chegaram. Gregor Kobel (goleiro), Benjamin Hübner (zagueiro), Kevin Vogt (volante), Kerem Demirbay (meia), Lukas Rupp (meia), Sandro Wagner (atacante) e Andrej Kramaric (atacante).

Maior perda. Essa é a pergunta mais fácil de responder nesse guia: Kevin Volland. Depois de algumas temporadas de assédio e especulações, o Hoffe não conseguiu segurar o atacante por mais um ano. Era a estrela do time e deixará saudades.

Melhor reforço. O talentoso meia central Lukas Rupp chega do rebaixado Stuttgart para dar um jeito no bagunçado meio-campo do Hoffenheim. O time tem bons ladrões de bola, como Rudy, Polanski, Schwegler, mas faltava um organizador. Rupp foi uma contratação certeira.

Jovem talento. Nadiem Amiri merece atenção. Comandado por Nagelsmann na base, começou a ganhar chances assim que o técnico assumiu a equipe. Nessa temporada deve jogar ainda mais e tem tudo para ser destaque.

Jogador chave. Apesar de ter apenas 20 anos, o defensor Niklas Süle já é indispensável para o time. A notícia de sua permanência foi muito comemorada e o zagueiro deve comandar a defesa.

Time base. Baumann; Kaderabek, Schär, Süle, Toljan; Rudy, Schwegler (Vogt), Rupp; Amiri; Kramaric e Wagner (Vargas).

Expectativa. Se o jovem técnico Nagelsmann cumprir com as expectativas, deve deixar o time no meio da tabela. Ainda assim, o elenco é fraco em comparação com os outros clubes e não pode almejar algo muito além disso.

Ingolstadt

Última temporada. 11º.

Técnico. Markus Kauczinski (46).

Saíram. Ramazan Özcan (goleiro), Benjamin Hübner (zagueiro), Danny da Costa (lateral-direito), Konstantin Engel (lateral-direito) e Elias Kachunga (atacante).

Chegaram. Martin Hansen (goleiro), Fabijan Buntic (goleiro), Hauke Wahl (zagueiro), Florent Hadergjonaj (lateral-direito), Robert Leipertz (lateral-direito), Anthony Jung (lateral-esquerdo), Nico Rinderknecht (volante), Kerem Bülbül (meia) e Sonny Kittel (meia).

Maior perda. A saída do experiente goleiro Özcan é um problema para o time. Ganhou destaque na campanha campeã da 2.Bundesliga duas temporadas atrás e foi um dos principais jogadores do Ingolstadt na última Bundesliga. Salvou o time muitas vezes quando a defesa não funcionou.

Melhor reforço. Wahl conseguiu se destacar mesmo na campanha ruim do Paderborn, rebaixado na última 2.Bundesliga. O zagueiro chegou como opção alternativa para o lugar de Hübner, mas ganhou espaço na pré-temporada e tem impressionado bastante. E, pra tornar o negócio ainda melhor, chegou de graça.

Jovem talento. Prestem muita atenção no meia central Max Christiansen. Outro jogador com passagens pelas seleções de base da Alemanha, tem boa estatura e imposição física, mas ao mesmo tempo qualidade técnica na saída de bola.

Jogador chave. Pascal Groß é indiscutivelmente o craque desse time. A camisa 10 que veste não é por acaso; bom passe, líder do time e comandante do meio-campo, é o responsável pela criação de bons lances. Quando não joga o time é outro – muito pior.

Time base. Nyland; Levels, Wahl, Matip, Suttner; Morales (Christiansen), Roger, Groß; Lezcano, Leckie (Lex) e Hinterseer.

Expectativa. O Ingolstadt tem um time arrumadinho. Sem grandes estrelas, conta com um grupo extremamente regular e mesmo com a saída de Hasenhüttl não deve cair muito de rendimento. Expectativa é de mais uma temporada na metade da classificação.

Köln

Última temporada. 9º.

Técnico. Peter Stöger (50).

Saíram. Daniel Mesenhöler (goleiro), Bruno Nascimento (zagueiro), Dusan Svento (lateral-esquerdo), Kevin Vogt (meia) e Yannick Gerhardt (meia).

Chegaram. Konstantin Rausch (meia), Marco Höger (meia), Artjoms Rudnevs (atacante) e Sehrou Guirassy (atacante).

Maior perda. A saída de Gerhardt para o Wolfsburg é um problema para o time, que fica sem seu jogador mais talentoso na saída de bola. Traz Höger, mas que tem características mais parecidas com Vogt do que Gerhardt. A qualidade no setor cai muito.

Melhor reforço. Guirassy tem apenas 20 anos e chega do Lille como grande contratação. É verdade que a falta de outros reforços ajuda nesse rótulo, mas o Köln fez um grande barulho pra anunciar a chegada do atacante francês. Alto e com força, parece até ser uma evolução de Anthony Modeste. Vamos esperar pra ver se alcança seu potencial.

Jovem talento. O lateral-direito Lukas Klünter deve ser muito útil ao time. Olkowski é a único lateral de origem para o lado destro e Klünter foi promovido do U23 nessa pré-temporada. Jogou bastante, agradou Stöger e deve ser o reserva imediato.

Jogador chave. A grande estrela é o goleiro Timo Horn. Pretendido por outras grandes equipes, garantiu fidelidade ao clube e disputará mais uma temporada com a camisa dos Bodes. Ainda está com 23 anos e tem perspectiva de conseguir uma vaga na seleção principal para a Copa do Mundo da Rússia.

Time base. Horn; Olkowski, Mavraj (Sörensen), Heintz, Rausch; Risse, Lehmann, Hector, Bittencourt; Zoller (Osako) e Modeste.

Expectativa. O time do Köln passa muito longe de ser brilhante. Isso impede que Europa League seja um sonho possível, mas alguns destaques individuais como Horn, Hector e Modeste são o suficiente para o time ficar no meio da tabela.

Mainz 05

Última temporada. 6º.

Técnico. Martin Schmidt (49).

Saíram. Loris Karius (goleiro), Henrique Sereno (zagueiro), Julian Baumgartlinger (volante), Elkin Soto (volante), Christoph Moritz (meia) e Dani Schahin (atacante).

Chegaram. Jonas Lössl (goleiro), Jean-Philippe Gbamin (volante), José Rodríguez (meia), Christian Clemens (meia), Gerrit Holtmann (meia) e Jhon Córdoba (atacante).

Maior perda. Sem dúvida alguma é o volante Baumgartlinger que fará muita falta ao time do Mainz. Leão do meio-campo, o austríaco se destacou nas últimas temporadas pela combatividade e força aliadas a uma boa técnica e qualidade na saída de jogo. É uma perda extremamente difícil de ser reposta.

Melhor reforço. Holtmann é uma grande opção pelos lados do campo. O time que conseguiu achar bons jogadores como Jairo Samperio e De Blasis ganha mais uma alternativa para infernizar as defesas adversárias com a velocidade do ex-jogador do Eintracht Braunschweig. Tem apenas 21 anos e deve ser uma das boas novidades do Mainz.

Jovem talento. Jannik Huth foi o reserva de Horn nos Jogos Olímpicos e se trata de um goleiro com boas qualidades. Lössl chegou quietinho para substituir Karius e o experiente italiano Curci é a outra opção do elenco, mas Huth pode ganhar espaço caso as outras apostas não funcionem.

Jogador chave. Alvo de diversas equipes nas últimas janelas, Yunus Malli até que não foi tão especulado nos últimos meses. Camisa 10 e dono do time, é quem tem mais qualidade para comandar o meio-campo e as ações ofensivas. Com apenas 24 se firmou e conta com as saídas de Karius e Baumgartlinger para ser ainda mais idolatrado pela torcida nullfunfer.

Time base. Lössl; Brosinski, Bell, Balogun (Bungert), Bussmann; Frei, José Rodríguez; Clemens, Malli, De Blasis (Samperio); Muto.

Expectativa. Ano após ano o Mainz perde jogadores importantes, causa preocupação para quem acompanha o time e mesmo assim consegue se reconstruir e mostrar bons resultados. Para essa temporada a filosofia de reposições baratas continuou e o trabalho de Martin Schmidt é novamente o grande trunfo do clube; não há motivos para acreditar que o sucesso seja diferente. Briga por Europa League.

RB Leipzig

Última temporada. 2º (2.Bundesliga)

Técnico. Ralph Hasenhüttl (49).

Saíram. George Teigl (lateral-direito) e Stefan Hierländer (meia).

Chegaram. Marius Müller (goleiro), Benno Schmitz (lateral-direito), Naby Keita (meia) e Timo Werner (atacante).

Maior perda. Assim como o Freiburg, o Leipzig não teve problemas em manter seus principais jogadores após o acesso. Entretanto optou por estranhamente emprestar o lateral-esquerdo Jung ao Ingolstadt. Foi uma boa opção na temporada passada, o que torna essa negociação algo um tanto quanto inexplicável.

Melhor reforço. Naby Keita foi uma grande contratação. O talentoso meio-campista veio da filial austríaca da Red Bull e tem tudo para ser um dos destaques do time. Olho nele.

Jovem talento. Em um time com tantos bons garotos é difícil apontar um único jovem. O destaque fica com Lukas Klostermann, bom lateral que deve ganhar ainda mais espaço. Em uma posição tão carente, tem tudo para se tornar um dos grandes nomes do futebol alemão nos próximos anos.

Jogador chave. O sueco Forsberg foi o ponto de equilíbrio em meio aos garotos do RB na última temporada. Com uma canhotinha calibrada e velocidade, é um dos melhores jogadores desse time.

Time base. Gulácsi; Klostermann, Orban, Compper, Halstenberg; Demme, Keita; Poulsen (Sabitzer), Kaiser, Forsberg; Werner (Selke).

Expectativa. Hasenhüttl fez bonito na última temporada com o Ingolstadt, que tinha um elenco muito pior. É difícil imaginar o Leipzig fracassando, mas também não tem time para brigar por algo mais. Deve ficar no meio da tabela.

Schalke 04

Última temporada. 5º.

Técnico. Markus Weinzierl (41).

Saíram. Michael Gnuspring (goleiro), Joel Matip (zagueiro), Marvin Friedrich (zagueiro), Roman Neustädter (zagueiro), Marco Höger (volante), Christian Clemens (meia) e Leroy Sané (meia).

Chegaram. Naldo (zagueiro), Coke (lateral-direito), Abdul Rahman Baba (lateral-esquerdo) e Breel Embolo (atacante).

Maior perda. É indiscutível que Sané vai fazer muita falta ao Schalke. E o motivo é simples: apesar da equipe contar com muitos jovens talentos para o setor ofensivo, o jovem de 20 anos foi o mais constante na última temporada. Apesar da pouca idade, mostrou qualidade e regularidade absurdas. Não a toa Guardiola quis tanto ele.

Melhor reforço. Pretendido por muitas equipes, Embolo tinha destino incerto. Entre Premier League e Bundesliga, o suíço optou mesmo pelo Campeonato Alemão e chega como grande reforço do Schalke por conta do alto investimento. Tem potencial para ser uma das estrelas da competição, mas primeiro precisa mostrar a que veio.

Jovem talento. Essa é a temporada de Max Meyer. A grande exibição nos Jogos Olímpicos somada a venda de Sané colocam o camisa 7 azul-real sob a luz dos holofotes. Grande promessa, teve duas temporadas razoáveis de adaptação, mas agora precisa estar pronto para ser mais decisivo (e tem tudo para conseguir).

Jogador chave. Geis sofreu um pouco com a bagunça do setor defensivo na última temporada, mas é um senhor primeiro volante. Com Weinzierl colocando o time nos eixos, o jogador deve ser fundamental para garantir o equilíbrio entre defesa e ataque. Bons lançamentos e uma bola parada calibrada não devem faltar para o Schalke, que tem um Johannes Geis um grande batedor.

Time base. Fährmann; Riether (Caiçara), Höwedes, Naldo, Baba; Geis, Aogo; Embolo, Meyer, Choupo-Moting; Huntelaar (Di Santo).

Expectativa. Tirando Sané, que é uma grande perda, o Schalke apenas se livrou de pragas de temporadas passadas. Não se reforçou muito, é verdade, mas despachar alguns medalhões pode ser essencial para que os muitos garotos talentosos do elenco possam enfim brilhar. A chegada do técnico Markus Weinzierl, que colocou o Augsburg no mapa do futebol alemão, também empolga. Champions League é o mínimo para esse time.

Werder Bremen

Última temporada. 13º.

Técnico. Viktor Skripnik (46).

Saíram. Mateo Pavlovic (zagueiro), Jannik Vestergaard (zagueiro), Alejandro Gálvez (zagueiro), Oliver Hüsing (zagueiro), Marnon Busch (lateral-direito), Felix Kroos (volante), Julian von Haacke (meia), Özkan Yildirim (meia), László Kleinheisler (meia) e Anthony Ujah (atacante).

Chegaram. Jaroslav Drobny (goleiro), Fallou Diagne (zagueiro), Niklas Moisander (zagueiro), Lamine Sané (zagueiro), Thanos Petsos (volante), Florian Kainz (meia), Justin Eilers (meia), Max Kruse (atacante) e Lennart Thy (atacante).

Maior perda. O zagueiro Jannik Vestergaard foi um grande investimento do M’gladbach e deixa um buraco a ser preenchido na defesa werderaner. Chegaram Sané, Moisander e Diagne para tentar cobrir sua saída, mas dificilmente um deles terá um desempenho tão bom quanto o danês.

Melhor reforço. Max Kruse foi um reforço inesperado e que traz de volta uma força que o Werder não mostrava há algum tempo. O atacante brilhou no Freiburg, foi bem no M’gladbach e não conseguiu corresponder às expectativas no Wolfsburg. Ganha uma nova chance e chega com status de estrela em Bremen.

Jovem talento. Desejado por Bayern de Munique, Borussia Dortmund, M’gladbach e Schalke desde a base, Johannes Eggestein fará sua primeira temporada com os profis do Werder. O centroavante de apenas 18 anos tem nas costas o peso de ser considerado o grande jogador de sua geração, então olho nele.

Jogador chave. Zlatko Junuzovic vem para mais uma temporada como grande esperança da torcida. O austríaco se acostumou a comandar o meio-campo do time e agora não deve ser diferente. O Werder vive um processo de reconstrução e encaixe de novos jogadores, por isso a qualidade do organizador de jogadas será tão importante.

Time base. Wiedwald; Gebre Selassie, Moisander, Sané (Diagne), García; Bartels (Yatabaré), Fritz, Junuzovic, Kainz; Kruse e Pizarro.

Expectativa. Nem o céu, nem o inferno. Com o interminável Pizarro e reforços interessantes, a temporada do Werder Bremen deve seguir o mesmo padrão dos últimos anos. Meio de tabela, sem sofrimento e sem muita festa.

Wolfsburg

Última temporada. 8º.

Técnico. Dieter Hecking (51).

Saíram. Patrick Drewes (goleiro), Felipe (zagueiro), Naldo (zagueiro), Moritz Sprenger (zagueiro), André Schürrle (atacante) e Max Kruse (atacante).

Chegaram. Jeffrey Bruma (zagueiro), Josuha Guilavogui (volante), Yannick Gerhardt (meia), Josip Brekalo (meia), Daniel Didavi (meia), Jakub Blaszczykowski (meia), Mario Gomez (atacante), Victor Osimhen (atacante) e Borja Mayoral (atacante).

Maior perda. Naldo foi um nome certo na defesa dos Lobos nas temporadas passadas. Ao lado de Klose, Knoche ou Dante, deu segurança ao setor, principalmente na bola aérea. Em fim de contrato, o zagueiro brasileiro saiu de graça para o Schalke 04.

Melhor reforço. Jeffrey Bruma é o defensor que há muito tempo o Wolfsburg precisava. É verdade que Naldo vai fazer falta, mas um bom zagueiro jovem era pedido por Hecking há algumas temporadas. Bruma se destacou no PSV Eindhoven e chega como candidato a um dos destaques da posição nessa temporada alemã.

Jovem talento. Borja Mayoral vem por empréstimo do Real Madrid e terá um desafio interessante na temporada. O titular em tese é Gomez, que passará por um período de readaptação, mas seu reserva direto é Bas Dost, que é limitado e não dá muitas opções ao time. Se trabalhar direitinho pode até conquistar um lugar nesse time.

Jogador chave. Draxler deixou em aberto seu futuro e parece que gostaria de sair do Wolfsburg. Começa a temporada lesionado, mas é sem dúvida o craque do time. Como toda a equipe vem de uma temporada muito irregular, mas é talentoso e o herói possível. Com as saídas de Kruse e Schürrle passa a ser praticamente a estrela solitária do setor ofensivo e tem tudo para corresponder às expectativas.

Time base. Benaglio; Vieirinha (Träsch), Bruma, Dante, Rodríguez; Luiz Gustavo, Arnold; Blaszczykowski, Didavi (Caligiuri), Draxler; Mario Gomez.

Expectativa. O Wolfsburg reformulou parte da equipe, se livrou de alguns medalhões e repôs bem as perdas. Só por isso a temporada atual deve ser melhor do que a última, mas a cabeça dura de Dieter Hecking impede o time de ir tão longe, por isso a Europa League tem que ser a meta.

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2 comentários sobre “Dossiê da 1.Bundesliga: o guia da temporada 2016/2017

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