Bundesliga

Dossiê da Bundesliga: o guia da temporada 2017/2018

A bola já está rolando para a 2.Bundesliga, 3.Liga, Regionalligas, Oberligas e nessa sexta-feira é a vez da 1.Bundesliga dar início a sua temporada 2017/2018. Para que você que acompanha o Endspiel e é apaixonado pelo futebol alemão, preparamos um dossiê da elite do futebol alemão com as principais informações sobre os times que disputam o torneio esse ano.

O nosso guia segue uma estrutura simples, com uma relação de quem saiu e dos reforços do time para a temporada. Eleito também qual é o jogador chave, que não é exatamente a grande estrela; o que apontamos para você é aquele jogador que terá um papel determinante para o sucesso (ou não) de sua equipe.

Para fechar a análise de cada clube te falamos quais são as expectativas de cada clube para o principal torneio do futebol alemão.

Confira abaixo nossa análise de como os 18 times chegam para a temporada. Compartilhe com os amigos e aproveite porque a jornada de futebol alemão está apenas começando.

Augsburg

Finnbogason
Foto: Divulgação/FC Augsburg

Última temporada. 13º.

Técnico. Manuel Baum

Saíram. Paul Verhaegh (lateral-direito, Wolfsburg), Marco Schuster (volante, Waldhof Mannheim), Dominik Kohr (volante, Bayer Leverkusen), Halil Altintop (meia, Slavia Praga), Raúl Bobadilla (atacante, Borussia Mönchengladbach), Albian Ajeti (atacante, St. Gallen) e Tim Matavz (atacante, Vitesse)

Chegaram. Fabian Giefer (goleiro, Schalke 04), Rani Khedira (volante, RB Leipzig), Marcel Heller (meia, Darmstadt), Sérgio Córdova (atacante, Caracas) e Michael Gregoristch (atacante, Hamburgo).

Jogador chave. Ja-Cheol Koo. Sob o comando de Manuel Baum, o Augsburg se torna cada vez mais uma equipe fiel ao contra-ataque rápido. Sem Bobadilla, peça importante nesse sistema, mais as perdas do meio-campo, cai um peso ainda maior sobre Koo. O sul-coreano deve assumir o protagonismo na ligação entre defesa e ataque, sendo o principal responsável pela criação de jogadas. O sucesso do time passa pelos pés dele.

O que esperar? O Augsburg começa a temporada como time da metade de baixo da tabela que precisa ficar de olhos bem abertos se quiser evitar o rebaixamento. Faz algumas apostas interessantes com talentos subaproveitados em outros times (Giefer, Khedira, Gregoritsch) e que têm boas chances de dar certo em um ambiente mais tranquilo como o do FCA, mas perdeu o capitão Verhaegh, nome forte da lateral-direita há muitos anos, Dominik Kohr, um dos mais regulares do sistema defensivo na temporada passada, além de Bobadilla, peça essencial do ataque. Caso continue sendo um visitante perigoso, o rebaixamento deixa de ser uma preocupação – mas larga como candidato à degola.

Bayer Leverkusen

Bayer Leverkusen
Foto: Sportschau

Última temporada. 12º.

Técnico. Heiko Herrlich.

Saíram. Kyriakos Papadopoulos (zagueiro, Hamburgo), Ömer Toprak (zagueiro, Borussia Dortmund), Lukas Boeder (zagueiro, Paderborn), Danny da Costa (lateral-direito, Eintracht Frankfurt), Robin Becker (lateral-direito, Eintracht Braunschweig), Roberto Hilbert (lateral-direito, sem contrato), Paterson Chato (lateral-esquerdo, Dortmund II), Andrejs Ciganiks (meia, Schalke II), Seung-Woo Ryu (meia, Jeju United), Hakan Çalhanoglu (meia, Milan), Chicharito Hernández (atacante, West Ham) e Patrik Dzalto (atacante, Jahn Regensburg).

Chegaram. Sven Bender (zagueiro, Borussia Dortmund) e Dominik Kohr (volante, Augsburg).

Jogador chave. A temporada é de Julian Brandt. Foi muitas vezes mal aproveitado na temporada passada, mas com Herrlich deve assumir um papel importante depois do desmanche que o Leverkusen sofreu na janela de transferências. Deve ter o espaço necessário para enfim se tornar peça principal do ataque.

O que esperar? A perspectiva do Bayer Leverkusen é assombrosa e o clube depende de um único fator para evitar um total fracasso: o sucesso de Heiko Herrlich. Aposta, o técnico tem a missão de encaixar os bons jovens talentos que tem à disposição, afinal o clube não contratou muito. Sem competições europeias, deve ter tranquilidade para montar a equipe no primeiro semestre de trabalho, mas se não der certo e ficar de fora de competições europeias coloca em risco o planejamento dos próximos anos, com as possíveis perdas dos destaques que restaram. Tem chance de dar certo pelo calendário folgado e menor badalação, mas com a luz amarela ligada por conta da decepção da última temporada.

Bayern de Munique

Bayern de Munique
Foto: Sports Illustrated

Última temporada. 1º.

Técnico. Carlo Ancelotti.

Saíram. Holger Badstuber (zagueiro, Stuttgart), Mehdi Benatia (zagueiro, Juventus), Gianluca Gaudino (meia, Chievo) e Douglas Costa (meia, Juventus). Tom Starke (goleiro), Philipp Lahm (lateral-direito) e Xabi Alonso (volante) se aposentaram.

Chegaram. Niklas Süle (zagueiro, Hoffenheim), Sebastian Rudy (volante, Hoffenheim), Corentin Tolisso (meia, Lyon), James Rodríguez (meia, Real Madrid) e Kingsley Coman (meia, Juventus).

Jogador chave. Com as chegadas de Corentin Tolisso e James Rodríguez, acredite, cresce a importância de Lewandowski para o Bayern de Munique. Isso porque a equipe ganha reservas para os setores de Thiago Alcântara e Arjen Robben, enquanto o centroavante polonês segue com apenas Thomas Müller como alternativa. De poucas lesões a muita regularidade, precisa repetir o desempenho dos últimos anos para não se tornar o calcanhar de Aquiles do time.

O que esperar? Qualquer análise que não coloque o Bayern de Munique como favorito ao título é falha. O grande desafio é conseguir realizar as expectativas da torcida na Champions League, que tem sido o desafio dos últimos anos. Na Bundesliga, o time consegue vir para a temporada com um elenco até melhor em qualidade em relação ao último ano. O torcedor mais cauteloso gosta de falar que não tem nada ganho, mas a verdade é que o Bayern larga de novo muito adiante dos demais concorrentes.

Borussia Dortmund

Borussia Dortmund
Foto: AP

Última temporada. 3º.

Técnico. Peter Bosz.

Saíram. Sven Bender (zagueiro, Bayer Leverkusen), Matthias Ginter (zagueiro, Borussia Mönchengladbach) e Mikel Merino (volante, Newcastle).

Chegaram. Dan-Axel Zagadou (zagueiro, Paris Saint-Germain), Ömer Toprak (zagueiro, Bayer Leverkusen), Mahmoud Dahoud (meia, Borussia Mönchengladbach) e Maximilian Philipp (atacante, Freiburg).

Jogador chave. Atual artilheiro da Bundesliga, Pierre-Emerick Aubameyang se tornou um grande reforço ao não ser vendido nesta janela. Permanece no Borussia Dortmund como grande estrela do ataque e tem tudo para conseguir mais uma temporada de destaque.

O que esperar? A temporada do Borussia Dortmund tem sido sempre uma incógnita por conta das vendas de jogadores importantes. Nessa temporada, com a base do time sobrevivente à janela de transferências, são as lesões que se somam à troca de técnicos como fator complicante. É de se esperar que brigue na parte de cima da tabela como habitual, mas as mudanças devem fazer com que o tipo volte a apresentar os tropeços que comprometeram os últimos anos. A princípio, deve travar nova disputa com o RB Leipzig pelo segundo lugar.

Borussia Mönchengladbach

Borussia
Foto: RP Online

Última temporada. 9º.

Técnico. Dieter Hecking.

Saíram. Andreas Christensen (zagueiro, Chelsea), Marvin Schulz (zagueiro, Luzern), Julian Korb (lateral-direito, Hannover 96), Nico Schulz (lateral-esquerdo, Hoffenheim), Djibril Sow (volante, Young Boys), Mahmoud Dahoud (meia, Borussia Dortmund) e André Hahn (atacante, Hamburgo).

Chegaram. Reece Oxford (zagueiro, West Ham), Matthias Ginter (zagueiro, Borussia Dortmund), Michaël Cuisance (zagueiro, Nancy), Denis Zakaria (volante, Young Boys), Vincenzo Grifo (meia, Freiburg), Raúl Bobadilla (atacante, Augsburg) e Julio Villalba (atacante, Cerro Porteño).

Jogador chave. O capitão Lars Stindl aproveitou a Copa das Confederações para se apresentar a quem não acompanha tão de perto o futebol alemão, mas já foi importantíssimo para o Borussia nos meses anteriores. É o tipo de jogador que aparece pouco e contribuiu muito; carregou o peso de decidir quando o ataque esteve desfalcado e deve ser um ponto de equilíbrio importante para a temporada.

O que esperar? É novamente uma temporada em que o Borussia Mönchengladbach deve ficar na metade de tabela, e tem time para voltar a disputar competição europeia. Com reforços muito interessantes, o M’gladbach conseguiu um elenco grande e equilibrado o suficiente para ter como meta mínima uma vaga na Europa League. Precisa vencer os problemas físicos que prejudicaram tanto seus principais jogadores na última temporada, como por exemplo Raffael – decisivo e que fez bastante falta. Além disso, tem um punhado de garotos que merecem atenção especial, como Zakaria e Bénes.

Eintracht Frankfurt

Frankfurt
Foto: Neue Presse

Última temporada. 11º.

Técnico. Nico Kovac.

Saíram. Heinz Lindner (goleiro, Grasshoppers), Michael Hector (zagueiro, Chelsea), Jesús Vallejo (zagueiro, Real Madrid), Furkan Zorba (zagueiro, Osnabrück), Guillermo Varela (lateral-direito, Manchester United), Bastian Oczipka (lateral-esquerdo, Schalke 04), Shani Tarashaj (atacante, Everton), Ante Rebic (atacante, Fiorentina) e Haris Seferovic (atacante, Benfica).

Chegaram. Jan Zimmermann (goleiro, 1860 Munique), Carlos Salcedo (zagueiro, Chivas), Simon Falette (zagueiro, Metz), Danny da Costa (lateral-direito, Bayer Leverkusen), Jetro Willems (lateral-esquerdo, PSV), Gelson Fernandes (meia, Rennes), Jonathan de Guzmán (meia, Napoli), Daichi Kamada (meia, Sagan Tosu), Luka Jovic (atacante, Benfica) e Sébastian Haller (atacante, Utrecht).

Jogador chave. Mais habilidoso do meio para frente, o mexicano Marco Fabián encontrou a regularidade em Frankfurt. Com bom futebol e um estilo de jogo com encaixe quase perfeito no sistema de Kovac, se tornou essencial na ligação e finalizações de fora de área. Começa a temporada lesionado, mas será vital.

O que esperar? O Frankfurt fez um mercado de transferências alternativo e de certa forma tenebroso. Isso porque o time não montou um elenco muito consistente e contratou uma série de atletas ruins; salvam-se Willems, substituto de Oczipka na esquerda, e o centroavante Haller. No mais, é apelar para a sorte. Time para ficar na metade de baixo da tabela de classificação.

Freiburg

Freiburg
Foto: Getty

Última temporada. 7º.

Técnico. Christian Streich.

Saíram. Marc Torrejón (zagueiro, Union Berlin), Fabian Menig (lateral-esquerdo, Preußen Münster), Sebastian Kerk (meia, Nuremberg), Vincenzo Grifo (meia, Borussia Mönchengladbach), Havard Nielsen (atacante, Fortuna Düsseldorf) e Maximilian Philipp (atacante, Borussia Dortmund.

Chegaram. Philipp Lienhart (zagueiro, Real Madrid), Pascal Stenzel (lateral-direito, Borussia Dortmund), Marco Terrazzino (meia, Hoffenheim), Bartosz Kapustka (meia, Leicester) e Florian Niederlechner (atacante, Mainz).

Jogador chave. A cada perda de peças importantes, o Freiburg surpreende ao conseguir soluções boas e internas. Dessa vez o ataque perdeu de uma só vez Grifo e Philipp, simplesmente os dois melhores do setor. A expectativa fica, portanto, pelo crescimento da importância do jovem Janik Haberer. Muito bem cotado na base do clube e da Seleção Alemã, é o não-badalado que vinha conquistando aos poucos espaço no elenco e tem tudo para se tornar titular absoluto.

O que esperar? O Freiburg de Christian Streich sempre supreende porque, mesmo com elencos baratos e sem grandes reforços, excede as expectativas. No papel, está como nas últimas temporadas: não é candidato ao rebaixamento, mas a meta realista é ficar na zona branca da tabela, circulando em torno das posições medianas. Ainda assim, o histórico pede que todos fiquem de olho, porque o Freiburg em casa costuma ter uma solidez muito grande e complica a vida de quem briga ponto a ponto por competições europeias.

Hamburgo

HSV
Foto: Focus

Última temporada. 14º.

Técnico. Markus Gisdol.

Saíram. René Adler (goleiro, Mainz), Johan Djourou (zagueiro, Antalyaspor), Ashton Götz (lateral-direito, sem contrato), Matthias Ostrzolek (lateral-esquerdo, Hannover 96), Dren Feka (volante, Luzern), Nabil Bahoui (meia, Grasshoppers) e Michael Gregoritsch (atacante, Augsburg).

Chegaram. Julian Pollersbeck (goleiro, Kaiserslautern), Rick van Drongelen (zagueiro, Sparta Rotterdam), Bjarne Thoelke (zagueiro, Karlsruher), Kyriakos Papadopoulos (zagueiro, Bayer Leverkusen) e André Hahn (atacante, Borussia Mönchengladbach).

Jogador chave. A velocidade e o jogo físico de Kostic como extremo pela esquerda são essenciais para o Hamburgo, principalmente porque como time é pobre e carente de alternativas. Onde não existe um sistema de jogo muito bem definido, nem alguma jogada característica do time treinado por Gisdol, a individualidade do lado canhoto, principalmente com Kostic, mas também com as ultrapassagens de Douglas Santos. É o setor forte do time e discutivelmente a única coisa de fato boa que o Hamburgo tem a oferecer.

O que esperar? Está provado por A mais B que time grande cai, e a hora do Hamburgo vai chegar. Não bastassem os times ruins das últimas temporadas, os consecutivos desempenhos abaixo da média começam a ter seu preço nas dimensões do clube, que não consegue mais reforços de maior qualidade. O HSV larga mais uma vez como candidato ao rebaixamento e vai precisar comer muita grama para afastar esse risco. Existem times piores, mas o azar e dificuldade para montar um onze capaz de praticar um bom futebol são problemas quase institucionalizados nos Dinos.

Hannover 96

Hannover
Foto: Lattenkreuz

Última temporada. 2º (2.Bundesliga).

Técnico. André Breitenreiter.

Saíram. Marko Maric (goleiro, Hoffenheim), Stefan Strandberg (zagueiro, Krasnodar), Andre Hoffmann (zagueiro, Fortuna Düsseldorf), Mevlüt Erdinc (atacante, Istambul Basaksehir), Elias Huth (atacante, Rot-Weiß Erfurt) e Artur Sobiech (atacante, Darmstadt).

Chegaram. Michael Esser (goleiro, Darmstadt), Julian Korb (lateral-direito, Borussia Mönchengladbach), Matthias Ostrzolek (lateral-esquerdo, Hamburgo), Pirmin Schwegler (volante, Hoffenheim), Yousef Emghames (meia, Bayern de Munique U19) e Tom Baller (meia, Borussia Mönchengladbach U19).

Jogador chave. Aos 30 anos, Martin Harnik foi o grande destaque da campanha do acesso e tem um papel que vai além dos gols e assistências. É a referência de um time que tem alguns jovens interessantes, mas inexperientes, como o zagueiro Waldemar Anton, os extremos Kenan Karaman e Sarenren Bazee, e o meia Iver Fossum. É também um dos poucos remanescentes do elenco que já teve alguma temporada sólida na primeira divisão. É meio grosso e está distante de ser sequer o melhor do setor ofensivo do Hannover, mas o atacante é importante para o sucesso do conjunto do time de Breitenreiter.

O que esperar? Forte candidato ao rebaixamento, o Hannover é um apanhado de ex-jogadores de times grandes e/ou reservas de outros times médios que encontraram uma outra equipe onde conseguem mais tempo de jogo. Inspira zero confiança e, apesar da boa campanha na última temporada da segunda divisão, no andar de cima essa mesma estratégia não costuma dar certo. Se evitar um retorno à 2.Bundesliga será surpresa.

Hertha Berlin

Hertha
Foto: Bundesliga.de

Última temporada. 6º.

Técnico. Pál Dárdai.

Saíram. John Brooks (zagueiro, Wolfsburg), Florian Kohls (volante, Würzburger Kickers), Alexander Baumjohann (meia, Coritiba), Allan (meia, Liverpool) e Sami Allagui (atacante, St. Pauli).

Chegaram. Jonathan Klinsmann (goleiro, UC Berkeley), Karim Rekik (zagueiro, Marseille), Valentino Lazaro (meia, RB Salzburg), Mathew Leckie (meia, Ingolstadt) e Davie Selke (atacante, RB Leipzig).

Jogador chave. O Hertha Berlin tem uma referência por setor. Stark na zaga, Plattenhardt na lateral-esquerda, Ibisevic no comando de ataque, e Darida é o cara do meio-campo. Nessa difícil avaliação, o meia tcheco vence porque na última temporada sofreu uma lesão no início do segundo turno e foi determinante para a queda de rendimento do time, que não soube se virar muito bem sem ele.

O que esperar? Dárdai é um dos melhores técnicos da Bundesliga porque sabe montar o time ao seu gosto e fazer do fator casa o diferencial do Hertha. Trouxe reforços que chegam sob os moldes da proposta que tem para a equipe e cobrindo as carências do elenco, o que reforça a boa preparação. É de se esperar que o Hertha Berlin novamente figure na parte de cima da tabela, brigando por um lugar na zona de classificação para a Europa League, e quem sabe até uma fase preliminar da Champions. É um time muito bem montado, regular e que não dá indícios de declínio. Vem forte para a temporada.

Hoffenheim

Hoffenheim
Foto: Sports Ilustrated

Última temporada. 4º.

Técnico. Julian Nagelsmann.

Saíram. Niklas Süle (zagueiro, Bayern de Munique), Fabian Schär (zagueiro, Deportivo La Coruña), Nicolai Rapp (zagueiro, Erzgebirge Aue), Benedikt Gimber (zagueiro, Jahn Regensburg), Danilo Soares (lateral-esquerdo, Bochum), Sebastian Rudy (volante, Bayern de Munique), Russel Canouse (volante, DC United), Pirmin Schwegler (volante, Hannover 96), Marco Terrazzino (meia, Freiburg), Baris Atik (meia, Kaiserslautern), Antonio Colak (atacante, Ingolstadt) e In-Hyeok Park (atacante, sem contrato).

Chegaram. Justin Hoogma (zagueiro, Heracles Almelo), Nico Schulz (lateral-esquerdo), Havard Nordtveit (volante, West Ham), Florian Grillitsch (meia, Werder Bremen), Robert Zulj (meia-atacante, Greuther Fürth) e Serge Gnabry (meia-atacante, Bayern de Munique).

Jogador chave. Subestimado, Benjamin Hübner divide com Kevin Vogt a liderança de uma defesa que impressiona. Mesmo na temporada passada foi até mais importante do que o Süle, e nessa seguirá fazendo as vezes de xerife do forte sistema defensivo do Hoffe. O setor ofensivo tem algumas estrelas interessantes, mas o sucesso do clube começa na defesa e nesse sentido Hübner é o homem a ser confiado.

O que esperar? Julian Nagelsmann encantou a Alemanha na última temporada não apenas por ser um técnico jovem de relativo sucesso, mas principalmente porque fez do Hoffenheim uma equipe diferente, com bom futebol e capacidade de enfrentar grandes adversários. Mesmo perdendo elementos fundamentais (Süle e Rudy), espera-se dele que consiga fazer o time funcionar sem a dupla. É novamente um candidato a vaga na Champions League.

Köln

Koeln
Foto: Express

Última temporada. 5º.

Técnico. Peter Stöger.

Saíram. Neven Subotic (zagueiro, Borussia Dortmund), Marcel Hartel (meia, Union Berlin) e Anthony Modeste (atacante, Tianjin Quanjian).

Chegaram. Jorge Meré (zagueiro, Sporting Gijón), João Queirós (zagueiro, Braga), Jannes Horn (lateral-esquerdo, Wolfsburg), Tim Handwerker (lateral-esquerdo, Bayer Leverkusen) e Jhon Córdoba (atacante, Mainz 05).

Jogador chave. Jonas Hector é lateral-esquerdo de origem, no entanto começou a ser utilizado no meio-campo na última Bundesliga e assim mostrou uma versão mais criativa de um lateral marcado pelo simples. Essa polivalência torna o alemão importante para uma equipe que costuma explorar diferentes formações táticas ao longo do campeonato.

O que esperar? O Köln excedeu qualquer expectativa na temporada passada, muito por conta dos gols de Anthony Modeste. Mais do que importante, Modeste foi muitas vezes a diferença entre o sucesso e o fracasso do clube, que deve sofrer sem ele – afinal, Córdoba não tem o mesmo talento. O Köln larga como equipe de meio de tabela e vai precisar que Peter Stöger reinvente a forma de criar gols, porque não poderá mais apostar na individualidade do francês, que fez as malas e partiu para a China. Sem ele, o Köln é um time como uma defesa muito sólida, mas um ataque órfão. Os Bodes ficam portanto a espera de um novo salvador.

Mainz 05

Mainz
Foto: bundesliga.de

Última temporada. 15º.

Técnico. Sandro Schwarz.

Saíram. Jonas Lössl (goleiro, Huddersfield), André Ramalho (zagueiro, Bayer Leverkusen), Pierre Bengtsson (lateral-esquerdo, Copenhagen), Besar Halimi (meia, Bröndby), Todor Nedelev (meia, Botev Plovdiv), Bojan Krkic (atacante, Stoke City), Florian Niederlechner (atacante, Freiburg) e Jhon Córdoba (atacante, Köln).

Chegaram. René Adler (goleiro, Hamburgo), Abdou Diallo (zagueiro, Monaco), Alexandru Maxim (meia, Stuttgart), Viktor Fischer (atacante, Middlesbrough) e Kenan Kodro (atacante, Osasuna).

Jogador chave. Revelado como um dos melhores prospectos da Alemanha, Levin Öztunali teve uma série de bons momentos, mas ainda carece de uma temporada inteira de alto nível. Nessa Bundesliga o Mainz vai precisar de alguém que consiga orientar o setor ofensivo em conjunto com as novas contratações,

O que esperar? O Mainz é candidatíssimo ao rebaixamento. Na última temporada flertou com a zona de degola mas conseguiu escapar porque Ingolstadt e Darmstadt estavam muito abaixo do restante, mas nessa próxima Bundesliga precisa ficar de olhos bem abertos. É um time que fez contratações muito boas no papel, mas que na prática terão que recuperar um futebol de alto nível que não apresentam há um bom tempo. René Adler foi uma espécie de medalhão da sorte ao Hamburgo, salvando o time por seguidas vezes nos últimos anos, e reforça o gol do Mainz 05; deve ser novamente muito exigido – e de novo pode evitar um rebaixamento aparentemente inevitável.

RB Leipzig

RBL
Foto: Mirror

Última temporada. 2º.

Técnico. Ralph Hasenhüttl.

Saíram. Marius Müller (goleiro, Kaiserslautern), Atinc Nukan (zagueiro, Besiktas), Anthony Jung (lateral-esquerdo, Brondby), Rani Khedira (volante, Augsburg), Felix Beiersdorf (meia, Wiener Neustadt) e Davie Selke (atacante, Hertha Berlin).

Chegaram. Yvon Mvogo (goleiro, Young Boys), Philipp Köhn (goleiro, Stuttgart U19), Ibrahima Konaté (zagueiro, Sochaux), Konrad Laimer (meia, RB Salzburg), Bruma (meia, Galatasaray) e Jean-Kévin Augustin (atacante, Paris Saint-Germain).

Jogador chave. Conseguir evitar a saída de Naby Keïta para o Liverpool nessa janela de transferências foi uma mensagem de força do RBL. O dinamismo do meio-campo da equipe depende muito do guineense, e, apesar do atrito causado por Ralf Rangnick, ainda é peça fundamental com sua marcação eficiente e avanços perigosos ao ataque. Mais do que Werner, mais do que Forsberg; Keita é o indispensável desse Leipzig.

O que esperar? A última temporada do RB Leipzig foi uma surpresa imensa porque ninguém esperava um desempenho tão sólido de um novato, ainda que o projeto da Red Bull previsse um impacto acima da média. Nessa Bundesliga o desafio é outro: com Champions League, o calendário do RBL não está mais livre e o elenco deve ser muito mais exigido. Como não perdeu ninguém do time base, é muito provável que siga na disputa da parte de cima da tabela. Talvez não novamente como candidato a complicar os planos do Bayern de Munique, mas certamente parte do top-5 do campeonato. É um time com muita qualidade que não foi alterado, por isso Hasenhüttl não tem muitos problemas pelo caminho.

Schalke 04

Schalke
Foto: Sportschau

Última temporada. 10º.

Técnico. Domenico Tedesco.

Saíram. Fabian Giefer (goleiro, Augsburg), Timon Wellenreuther (goleiro, Willem II), Holger Badstuber (zagueiro, Bayern de Munique), Sascha Riether (lateral-direito, sem contrato), Phil Neumann (lateral-direito, Ingolstadt), Sead Kolasinac (lateral-esquerdo, Arsenal), Dennis Aogo (lateral-esquerdo, Stuttgart), Abdul Rahman Baba (lateral-esquerdo, Chelsea), Bernard Tekpetey (meia, Altach), Eric Maxim Choupo-Moting (atacante, Stoke City), Haji Wright (atacante, Sandhausen) e Klaas-Jan Huntelaar (atacante, Ajax).

Chegaram. Michael Langer (goleiro, Norrköping), Pablo Insúa (zagueiro, Deportivo La Coruña), Bastian Oczipka (lateral-esquerdo, Eintracht Frankfurt), Nabil Bentaleb (meia, Tottenham), Amine Harit (meia, Nantes) e Yevhen Konoplyanka (meia, Sevilla).

Jogador chave. Impossível não ser Leon Goretzka. Em grande momento pessoal, principalmente por conta da exposição da Seleção Alemã, é quem deve conduzir o meio-campo do clube de Gelsenkirchen durante a temporada. Tem capacidade técnica e parece ter atingido a maturidade necessária para ditar o ritmo. Olho nele.

O que esperar? Depois de muitas apostas para o comando técnico, o Schalke parte para mais uma aventura com Domenico Tedesco. Novamente de um perfil que terá que se provar na prática, mas com prognóstico de mais inovações e boa chance de fazer esse time render. É de se esperar que o Schalke conquiste pelo menos uma vaga na Europa League, mas é possível sonhar mais alto. Expectativa grande em torno do time que se livrou de algumas tralhas do elenco e começa muito ajeitadinho.

Stuttgart

Stuttgart
Foto: Front Group

Última temporada. 1º (2.Bundesliga).

Técnico. Hannes Wolf.

Saíram. Benjamin Uphoff (goleiro, Karlsruher), Toni Sunjic (zagueiro, Dinamo Moscow), Jean Zimmer (lateral-direito, Fortuna Düsseldorf), Florian Klein (lateral-direito, sem contrato), Alexandru Maxim (meia, Mainz 05) e Borys Taschchy (atacante, Duisburg).

Chegaram. Ron-Robert Zieler (goleiro, Leicester), Holger Badstuber (zagueiro, Bayern de Munique), Dennis Aogo (lateral-esquerdo, Schalke 04), Ailton (lateral-esquerdo, Estoril), Dzenis Burnic (meia, Borussia Dortmund), Orel Mangala (meia, Anderlecht), Chadrac Akolo (meia, Sion) e Anastasios Donis (atacante, Juventus).

Jogador chave. Terodde tem aos 29 anos a oportunidade de mostrar na primeira divisão o futebol que o fez uma lenda da 2.Bundesliga. Isso porque foi um dos poucos na história a conseguir se sagrar artilheiro do campeonato por duas temporadas seguidas, e essa fama goleadora pode ser importantíssima para o Stuttgart. Nunca é tarde para atingir o pico na carreira, e Simon vive sua melhor fase. Será que consegue manter a forma com um nível de dificuldade mais alto?

O que esperar? O sucesso na 2.Bundesliga é cortina de fumaça para uma equipe no máximo promissora. Inexperiente, com bons talentos, mas muito pouco calejado, o Stuttgart será colocado a prova durante a temporada, mas larga como equipe da metade de baixo da tabela. Ao mesmo tempo que aposta em alguns garotos empolgantes, como Baumgartl, Burnic e Akolo, dá chance a medalhões como Badstuber e Aogo, que não parecem ser um grande negócio. O técnico Hannes Wolf é jovem e também terá um processo de aprendizado, por isso será surpreendente se o Vfb engatar uma sequência vitoriosa logo de início. Começa com a luz amarela acesa.

Werder Bremen

Bremen
Foto: Fox

Última temporada. 8º.

Técnico. Alexander Nouri.

Saíram. Felix Wiedwald (goleiro, Leeds United), Raphael Wolf (goleiro, Fortuna Düsseldorf), Marnon Busch (lateral-direito, Heidenheim), Santiago García (lateral-esquerdo, Toluca), Clemens Fritz (meia, aposentou), László Kleinheisler (meia, Astana), Florian Grillitsch (meia, Hoffenheim), Melvyn Lorenzen (meia, ADO Den Haag), Serge Gnabry (meia-atacante, Bayern de Munique), Claudio Pizarro (atacante, sem contrato) e Lennart Thy (atacante, VVV-Venlo).

Chegaram. Jiri Pavlenka (goleiro, Slavia Praga), Ludwig Augustinsson (lateral-esquerdo, Copenhagen), Jérôme Gondorf (meia, Darmstadt) e Yuning Zhang (atacante, West Bromwich).

Jogador chave. O bom rendimento de Max Kruse foi o divisor de águas do Bremen na Bundesliga passada. Quando o time teve seu melhor momento, Kruse passou a marcar e assistir com frequência. Ou será que foi o contrário? O fato é que sem Gnabry o experiente atacante terá ainda maior importância para os comandados de Alexander Nouri.

O que esperar? Como de costume, o Werder Bremen é uma equipe da metade de baixo da tabela. Não se reforçou o suficiente para almejar mais, mas também não é tão ruim a ponto de temer o rebaixamento. Fita repetida, segue o filme dos últimos anos.

Wolfsburg

Wolfsburg
Foto: Bild

Última temporada. 16º.

Técnico. Andries Jonkers.

Saíram. Diego Benaglio (goleiro, Monaco), Patrick Drewes (goleiro, Würzbuger Kickers), Philipp Wollscheid (zagueiro, Stoke City), Jannes Horn (lateral-esquerdo, Köln), Ricardo Rodríguez (lateral-esquerdo, Milan), Amara Condé (volante, Holstein Kiel), Luiz Gustavo (volante, Marseille), Ashkan Dejagah (meia, sem contrato), Francisco Rodríguez (meia, Luzern), Ismail Azzaoui (meia, Willem II) e Leandro Putaro (atacante, Arminia Bielefeld).

Chegaram. John Brooks (zagueiro, Hertha Berlin), Felix Uduokhai (zagueiro, 1860 Munique), Paul Verhaegh (lateral-direito, Augsburg), William (lateral-direito, Internacional), Ignacio Camacho (volante, Málaga), Marvin Stefaniak (meia, Dynamo Dresden), Kaylen Hinds (meia, Arsenal U23) e Nany Dimata (atacante, Oostende).

Jogador chave. Herói da permanência na elite, Mario Gómez não teve na temporada passada a companhia que merecia, mas provou que, apesar dos 32 anos de idade, ainda está com tudo em cima para ser um dos grandes atacantes da Bundesliga. Com boa forma, foi o diferencial quando nada funcionou. Se tiver um ataque que colabore um pouco mais, deve ser novamente o goleador da equipe.

O que esperar? O meio de tabela parece ser a realidade do Wolfsburg, que como de costume, e graças ao dinheiro que tem, consegue reforços interessantíssimos para quem quer usar o time no videogame. Na prática, poucos tem rendido nos últimos anos, e essa temporada marca algumas mudanças importantes, como o fim das eras de Luiz Gustavo e Ricardo Rodríguez, por exemplo, titulares absolutos nos últimos anos. Jonkers teve muita dificuldade para achar um sistema ideal e as posições ideias de jogadores que vieram para ser importantes (como Kuba, Didavi, Malli, Ntep). Precisa colocar as pendências em dia para a temporada que está por vir.

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